Existe algo que o tempo não consegue apagar: o pertencimento. É exatamente essa força invisível que move a nova composição de Eldevan Lobo, “Chapadinha, Jóia do Maranhão!”.
Em uma sonoridade Lofi Synthwave — que mistura batidas suaves, sintetizadores atmosféricos e uma estética retrô-futurista — a música constrói uma ponte entre passado e presente. Mas não é apenas uma canção. É documento afetivo.
A narrativa começa nas raízes: a Aldeia, o século XVIII, os povos indígenas Anapurus. Depois, percorre a antiga “Chapada das Mulatas”, até a consolidação oficial da cidade em 1938. O refrão ecoa como um hino emocional: Chapadinha não é apenas território — é identidade.
A fé ocupa espaço central na obra. O batismo na Igreja Matriz, a figura do Padre Neves e a devoção à Mãe das Dores revelam um retrato íntimo da formação espiritual de uma geração.
Mas a cidade também é festa. É carnaval, é micareta, é Praça do Povo. É o Galo entrando em campo e a torcida fazendo a terra tremer. É o Cine Pata-Pata, o Clube Estrela, o Aldeóta Clube — lugares que vivem na memória coletiva.
A produção, assinada por Eldevan & IA, respeita a essência humana da obra. O Lofi não apenas embala — ele suaviza a saudade, transforma lembrança em trilha sonora e eterniza aquilo que mora no coração.
“Chapadinha, Jóia do Maranhão!” é mais que música. É pertencimento transformado em arte.
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